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"Eu não sou masoquista, mas para Cabo Verde eu sou masoquista" - 25 de maio de 2012

Com esta declaração, Celina Pereira mostra a sua reconciliação com o país em que nasceu, mas que não a apoiou no seu início de sua carreira.
A afirmação foi feita durante a apresentação do livro de áudio da cantora "Estoria, Estoria….. do tambor ao Blimundo"
Com seu livro, Celina Pereira recupera várias histórias e rimas tradicionais cabo-verdianas, escavando da sua infância jogos e rimas que, de acordo com Vera Duarte, uma das apresentadoras do livro de áudio, são tratados nesta nova publicação.
O outro apresentador do livro, César Monteiro, um amigo de Celina Pereira desde 2005, lançou a biografia da cantora Quarta-Feira, 23 de maio.
Após estas apresentações Celina Pereira estava visivelmente animada, "Olha para cima, engole as lágrimas e pará de chorar", disse ela a si mesma.

Durante esta apresentação os convidados puderam ouvir uma música tocada por Quim Alves e cantada por Celina Pereira.

No final, a filha de Boa Vista respondeu a algumas das perguntas para "asemanaonline"
-Como começou esta aventura para recuperar as rimas infantis antigas e contos populares de Cabo Verde?
Na verdade, foi uma verdadeira aventura. Eu senti que tinha que usar minha memória pessoal e tudo o que a colonização não me ensinou.
-Durante a pesquisa descobriu muitas coisas curiosas sobre Cabo Verde. O que quer destacar?
Eu acho que isso é muito difícil. Eu encontrei tantas coisas!
Encontro uma descodificação de palavras em algumas piadas ou jogos que temos feito e as crianças estão a começar a fazer isso de novo ...

Marline Pereira
(Fonte: A Semana, 25/05/2012)